Trial version, Version d'essai, Versão de teste

Analytical summary - Malaria

From AHO

Jump to: navigation, search

The English content will be available soon.

IlhadoSal.jpg

O Paludismo, ou Malaria, foi introduzido em Cabo Verde no Século XVI, sendo as ilhas mais afectadas na altura as de São Vicente, Sal, Maio, Boa Vista e Santiago.

Nos anos 40 do século XX representava 55% dos internamentos, pelo que várias missões do Instituto Português de Medicina Tropical para estudo clínico e laboratorial sobre o paludismo foram realizadas, tendo-se criado em consequência a Missão Permanente de Estudos e Combate de Endemias, mais tarde Missão para a Erradicação do Paludismo, cuja acção acabou por erradicar a doença no Sal em 1950, São Vicente em 1954, nas ilhas de Boa Vista e Maio em 1962, no Fogo em 1965 e na ilha de Santiago em 1968.

Entre 1996 e 2007 foram notificados 798 casos de paludismo, todos confirmados por exame parasitológico. Mais de 75% (608) foram classificados como autóctones na ilha de Santiago (com excepção, além de 4 casos autóctones da ilha da Boavista). Os restantes (190) foram classificados como casos importados de zonas endémicas do continente africano. Com um máximo de uma centena de casos autóctones, a incidência anual na ilha de Santiago nunca ultrapassou 0,5/1000 depois de 1996 excepto nas epidemias localizadas no concelho de Sta. Catarina e Praia. Mesmo que as directivas não sejam neste sentido, a maioria dos casos despistados são hospitalizados. Assim entre 2001 e 2006, sobre um total de 402 casos somente 23 (6%) foram vistos no ambulatório. Foi reconhecido que a grande maioria destes casos não apresentaram critérios de uma forma grave da doença[1].

Actualmente o paludismo em Cabo Verde é instável, com uma transmissão sazonal, esporádica, de baixa endemicidade bastante variável de ano para ano, responsável de uma flutuação da morbilidade, com picos cíclicos, dependendo muito das chuvas, sobretudo nas ilhas de Santiago e Boavista, onde se tem registado casos autóctones.

Anopheles arabiensis

A transmissão é feita pela Anopheles arabiensis (gambiae s.l.), que actualmente encontra – se em todas as ilhas do País, excepto Sal e Brava.

A taxa de incidência por paludismo tem tido oscilações variáveis nos últimos 5 anos, tem registados valores de 16,7/100.000 em 2006, reduzindo para valores bem baixos, 3,8/100.00 em 2008, voltando a aumentar para 13,6/100.000 em 2009, com um decréscimo para 9,6/100.000 em 2010. Em relação ao número de óbitos este tem vindo a diminuir, dos 7 caos de óbitos em 2006, tem estado a diminuir, registando apenas um caso de óbito em 2010. A Taxa de mortalidade, que em 2006 era de 1,5/100.00, passou para 0,2/100.000 em 2010. A taxa de letalidade que era de 9% em 2006, também tem estado a reduzir, passando para 2,1% em 2009, o que significa uma redução em 76%[2].


Referências

  1. Plano Estratégico de pré-eliminação do Paludismo, 2009-2013. PNLP, MS, 2009
  2. Relatório Estatístico, 2010. MS, 2011