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Analytical summary - Neglected tropical diseases

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Das doenças negligenciadas apenas a lepra existe em Cabo Verde, apesar de se encontrar em declínio, e há referências para a filaríase linfática sem registo de número de casos;

Ilha de Santo Antão

Até a década dos anos 70 e início de 80, a lepra tinha uma prevalência relativamente elevada em Cabo Verde (3% em 1983), particularmente nas ilhas da Brava, Fogo, Santo Antão, Santiago e S. Vicente[1].

Os doentes mais graves do Fogo e Santo Antão eram internados nas gafarias de Praia Ladrão no Fogo e Barbasco, depois Sinagoga, em Santo Antão. O tratamento era, então, à base da monoterapia com Dapsona[2]. Os doentes menos graves eram tratados e seguidos a domicílio por agentes das Delegacias de Saúde.

A grande “viragem” na história da Hanseníase em Cabo Verde dá-se com a assinatura do acordo de cooperação entre o Ministério da Saúde e a AIFO (Associação Italiana Amigos de Raoul Follereau) em 1978.

É criado então o PNLTL (Plano Nacional de Luta Contra a Tuberculose e Lepra) que inicia a sua acção com um inquérito nacional de prevalência, com o registo de casos, estudo dos familiares e dos contactos directos.

Foi instituída a poliquimioterapia a todos os doentes, com resultados excelentes, entre os quais a redução significativa na incidência das mutilações. Outra importante acção do programa foi a luta contra a estigmatização dos doentes.

Ilha de Santiago

Para o sucesso deste projecto contribuiu muito a existência de uma equipa integrada por um especialista permanente até à década de oitenta, enfermeiros e agentes sanitários dedicados exclusivamente à luta contra a Lepra, sem esquecer a integração social e económica dos doentes.

Até 1983, verificou-se um aumento progressivo de casos diagnosticados atingindo um máximo de prevalência de 3/100 habitantes, registando-se desde então um decréscimo até 1/1000, em 1992[3].

Progressivamente a Lepra deixou de constituir um problema de saúde pública tendo-se considerado eliminada, mantendo-se contudo o alerta e o respectivo Programa de luta, com actividades descentralizadas, sob a responsabilidade dos Delegados de Saúde. Actualmente, o número de casos não ultrapassa os 5 por ano.

No quadro da implementação do PNDS (Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário)[4] envida-se os esforços necessários para manter o nível de eliminação da doença, nomeadamente através de mecanismos activos de vigilância.


Referências

  1. Plano Estratégico de luta contra a Tuberculose, 2007-2011; DNS, MS, 2007
  2. Plano Estratégico de luta contra a Tuberculose, 2007-2011; DNS, MS, 2007
  3. Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário, 2008 – 2011. MS, 2008
  4. Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário, 2008 – 2011. MS, 2008