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Analytical summary - Risk factors for health

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O primeiro inquérito nacional sobre os factores de risco para as doenças não transmissíveis realizado em 2007 (IDNT), definiu algumas situações problemáticas nomeadamente em relação ao elevado consumo do álcool: 53,2% dos inquiridos tinham consumido álcool nos últimos 12 meses anteriores ao inquérito dos quais 77,8% homens e 30% mulheres. Ainda neste grupo (últimos 12 meses), 15,4% dos homens e 3,4% das mulheres referiram um consumo diário do álcool.

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Ainda, segundo o IDNT, constatou-se que apenas 13% da população tem um consumo de frutas e legumes dentro dos padrões recomendados. O sobre peso e a obesidade apresentaram índices preocupantes, 26,4% e 10,6%, respectivamente com maior incidência nas mulheres, 28,0% e 14,6% respectivamente. A prevalência do consumo do tabaco situou-se à volta de 10% sendo maior nos homens que nas mulheres.

A situação é também preocupante no que se refere ao consumo precoce, sobretudo do álcool mas também de outras drogas, conforme resultados de estudo realizado entre estudantes dos 13 aos 16 anos (Associação Zé Moniz). Com efeito, este estudo revelou que uma percentagem importante (39,6%) já tinha experimentado álcool e no que se refere ao consumo de outra drogas a experimentação é maior no que se refere à cola ou solventes (26,6%) e à toma de medicamentos sem receita médica (9,9%).

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Há um esforço para promover na população a mudança de comportamentos para a prática de estilos de vida saudáveis mas deve-se reconhecer a falta de uma estratégia concertada entre os sectores públicos e privados, os media e a sociedade civil para a sinergia e complementaridade necessárias.

Existem ainda insuficiências em recursos humanos e financeiros para a implementação das medidas recomendadas na estratégia nacional de promoção da saúde.

Foi criada uma Comissão de Coordenação de Combate às Drogas, operacional, com estratégias e planos bem definidos, e existe um engajamento de ONG’s nas campanhas de promoção e prevenção contra o consumo do álcool e de outras drogas. Estas iniciativas e a implementação, embora lenta, do plano de acção de luta contra o álcool são factores positivos que devem ser tidos em conta na reformulação das estratégias para a redução do peso dos factores de risco supramencionados.

Em Abril de 2005, foi criada junto da Direcção geral de Saúde, a Comissão interministerial de luta contra o alcoolismo com a missão de analisar a situação do alcoolismo, no país, bem como das suas implicações para a sociedade e de elaborar uma proposta de Plano Nacional de luta contra o Alcoolismo a submeter à aprovação do Governo (Resolução nº 15/2005). Um plano de acção preliminar está em vigor.

O seguimento dos factores de risco com base num processo de vigilância regular e funcional, a articulação e harmonização das intervenções de todos os sectores envolvidos na promoção da saúde e na prevenção de doenças, assim como o reforço dos programas nacionais de luta contra as doenças não transmissíveis constituem ainda desafios na implementação, em curso, do PNDS 2008-2011.