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Analytical summary - Child and adolescent health

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Moçambique continua a ter uma das mais baixas taxas de melhoria da sobrevivência infantil, apesar das altas taxas de redução da mortalidade infantil e em menores de 5 anos. As principais causas de mortalidade em menores de 5 anos são: malária, SIDA, pneumonia, diarreia e malnutrição. (INCAM, 2000) As principais causas de mortes em crianças menores de 1 ano são: malária, sépsis bacteriana do recém-nascido, HIV/SIDA, pneumonia e Diarreia.

Os dados do IDS 2011 confirmam que a subnutrição crónica em crianças menores de 5 anos continua a ser um grande problema de saúde pública e a sua prevalência não regista melhoria significativa desde de 2003. Em 2008, o MICS estimou em 44% a prevalência de subnutrição crónica, contra 48% de 2003, uma redução de 4 pontos percentuais em 7 anos. A prevalência reduziu em um ponto percentual de 2008 a 2011 pós a prevalência passou de 44% para 43% (INE/MISAU, 2011).

Com vista a inverter os elevados índices de doenças associados à malnutrição, o Governo de Moçambique, através do Plano de Acção Multissectorial para Redução da Desnutrição Crónica (PAMRDC), define como objectivo, o desenvolvimento de acções estratégicas que concorram para reduzir desnutrição crónica em menores de cinco anos de 44% em 2008, para 30% em 2015 e 20% em 2020, isto é, uma redução em 24 pontos percentuais no próximo decénio (GdM, 2010).

Crianças e mulheres em Moçambique são os grupos mais vulneráveis para a malnutrição, devido ao baixo consumo de alimentos, doenças infecciosas, limitado acesso a cuidados de saúde adequados, baixo acesso ao planeamento familiar e distribuição não equitativa da comida dentro dos agregados familiares (UNICEF, 2009).

Moçambique registou progresso significativos na cobertura do programa de vacinação (em 2011 as seguintes taxas foram alcançadas: DPTHep3-76%, sarampo-82% , BCG-91% e pólio-73%) e e suplementação de vitamina A. Ainda persistem desafios na cobertura de parto institucional que apesar de ter registado melhoria desde de 2003. Actualmente, 54% das mulheres tem parto numa unidade sanitária e assistida por um profissional de saúde e continua a mostrar iniquidades entre as zonas urbanas e rurais (em 2011, 80% das mulheres urbana e 44.3% das mulheres rurais). Também ainda existem desafios em relação a algumas praticas comunitárias como o aleitamento materno exclusivo (41% em 2011), saneamento básico (19%) e abastecimento de água (47%).