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Analytical summary - Epidemic and pandemic-prone diseases

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Moçambique tem elevado risco para doenças epidémicas e pandémicas. Os factores que aumentam a vulnerabilidade a epidemias incluem fraco sistema de saúde, baixa escolarização da mulher, pobreza, sistemas de abastecimento de água e saneamento do meio inadequados e maus hábitos de higiene geral.

A cólera é endémica no país e está fortemente associada ao ambiente físico. Em 2011 foram notificados no BES 1.281 casos e 06 óbitos, (taxa de letalidade = 0,5%) contra 5.300 casos e 62 óbitos (taxa de letalidade = 1,2%) no mesmo período de 2010, representando uma redução em cerca de 75,8% dos casos. Até ao dia 31 de Dezembro de 2011, foram notificados diariamente através do Sistema de Vigilância Epidemiológica para Epidemias, um total cumulativo de 1.278 casos e 5 óbitos (taxa de Letalidade=0.4%).

Em 2011 foram notificados 169.767 casos e 10 óbitos, contra 179.028 casos e 09 óbitos de disenteria em 2010. Houve uma redução de 5,2% no número de casos. As províncias que notificaram mais casos foram: C. Delgado, Nampula e Zambézia, enquanto Maputo Cidade, Inhambane e Gaza foram as províncias que notificaram menos casos. A disenteria com interesse para a saúde pública é a causada por Shigella dysenteriae. Não se registaram surtos de disenteria no período em referência. Há dois anos foi registado um surto de febre tifoide com altos índice de letalidade.

O país tem sido assolado por surtos epidémicos de sarampo, afectando maioritariamente adolescentes e jovens susceptíveis.

Meningite é outra doença com alto potencial de causar epidemia. Os casos notificados no BES são relativos a todos os níveis de atenção e incluem casos de meningite meningocócica, meningite por outras etiologias, meningite clínica sem confirmação laboratorial. Em 2011 foram notificados 544 casos e 90 óbitos (taxa de letalidade=16,0%) contra 677 casos e 155 óbitos (taxa de letalidade=23,3%) em 2010.

Estas doenças são notificadas através do boletim epidemiológico semanal, o sistema que permite a detecção precoce de surto que conduz a resposta atempada. Nos últimos dois funcionam no Instituto Nacional de Saúde uma unidade de investigação de surto formada por estudantes do Curso de Mestrado em Epidemiologia de Campo e Laboratório.

Em 2011 foi registado um surto de pólio pós-vacinal numa das províncias do país.