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Analytical summary - Gender and women's health

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A saúde da mulher é mais que aspectos reprodutivos e deve ser vista num contexto mais amplo. A saúde da mulher é melhor compreendida em termos de fases de vida, começando com a infância até a terceira idade. Cada fase devido aos seus riscos e condições, tem o potencial de influenciar os resultados da fase seguinte, devido os papéis específicos e a especificidade do corpo da mulher. Durante a infância uma nutrição adequada é essencial, em conjunto com educação e apoio apropriado dos pais. Educação é um forte preditor da futura saúde da mulher. Moçambique registou avanços significativos na educação da rapariga. Apesar de as matrículas de raparigas na escola primária terem aumentado, muito precisa ser feito a fim de reduzir as disparidades de género e para aumentar as matrículas de raparigas nos níveis superior, secundário e primário e no ensino técnico e profissional. No ensino superior, a proporção de estudantes mulheres manteve-se constante nos últimos anos com um índice de paridade de género (IPG) de 0,49.

Na adolescência, a actividade sexual pode começar, com complicações como gravidez precoce ou aborto e suas complicações. Em Moçambique, 65.1% dos óbitos maternos ocorreram em adolescentes e jovens menores de 30 anos de idade. A idade média de morte para mulheres que faleceram de causas maternas é de 26.9 anos, enquanto que a mediana é de 27 anos (o que significa que metade das mortes maternas ocorreram antes dos 27 anos). Vale a pena destacar que 18% destas mortes aconteceram em raparigas que não chegaram a completar os seus 20 anos de idade.

Na vida adulta, a mulher que nasce crianças é confrontada com uma alta mortalidade materna, com alta taxa de fertilidade e muitas vezes práticas sexuais inseguras. Estas duas situações aumentam o risco da infecção por HIV, um dos factores de risco para a morbilidade e mortalidade neonatal. Em Moçambique, a prevalência de HIV entre as mulheres de 15-49 anos é de 13% contra 9% nos homens e nas mulheres de 15-24 anos é de 11.7% contra 3% nos homens da mesma idade. A taxa de contracepção é muita baixa e não tem registado melhoria significativa ao longo dos anos. Apenas 31% das mulheres usavam um método moderno em 2011 contra 29% em 2003.

As mulheres mais adultas e velhas tornam-se vulneráveis a doenças não transmissíveis e enfrenta problemas sociais e financeiros devido a viuvez prolongada. Em Moçambique mulheres velhas são as que tomam conta de netos que são órfãos de pais. O cancro do colo uterino e da mama são duas das principais causas de morte nas mulheres em Moçambique.