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Analytical summary - Malaria

From AHO

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A malária continua sendo o principal desafio de saúde pública e para o desenvolvimento sustentável em Moçambique. Apesar do decréscimo acentuado do peso da malária nos últimos três anos, esta doença para além do impacto directo na saúde na população, ainda exerce um peso sócio-económico enorme nas comunidades e no país em geral, perpetuando desta forma o ciclo vicioso de doença/pobreza sobre tudo nas comunidades rurais, desfavorecidas e pobres.

Como referido anteriormente, o número de casos de malária tem reduzido de forma significativa. Dados dos últimos 3 anos são evidência disso. Em 2008 foram registados 5.168.684 casos de malária notificados e 3.191 mortes por causa da malária contra 4.020.574 e 2.786 casos e mortes, respectivamente. Esta redução de casos notificados de malária pode ser atribuída ao conjunto de esforços do Programa Nacional de Combate da Malária (PNCM), com especial destaque para a consolidação das actividades de pulverização intra-domiciliária (PIDOM) nos distritos e cidades alvo, assim como, a distribuição de redes mosquiteiras impregnadas com insecticida de longa duração (RMIILD), e o tratamento intermitente preventivo (TIP) da mulher grávida, também constituíram elementos chave para a redução da malária.

A política de distribuição de redes mosquiteira tem estado a consolidar-se conforme se pode aferir pelas estatísticas disponíveis. Sendo a prioridade as mulheres gravidas e crianças menores de 5 anos de idade a cobertura de distribuição nestes grupos subiu de 41% em 2007 para 77% em 2010, apesar de naquele ano a meta era 95%. Contudo, a cobertura nas crinças de 3-5 anos regista um declínio de cerca de 10 pontos percentuais na zona urbana e uma melhoria substancial na zona rural como mostra a figura 8.

Figura 8 Cobertura de rede mosquiteira tratada.png

Figura 8: Cobertura de rede mosquiteira tratada para criança 3-5 anos por área de residência (IDS 2003, MICS 2008 e IDS 2011).

A percentagem de casas pulverizadas com insecticida nos últimos 12 meses em relação às casas alvo tem estado a aumentar marcadamente de 2007 a 2010 tendo subido de 53% para 81%. Apesar deste marcado aumento persistem problemas de gestão do processo que variam desde desafios na gestão dos stocks de insecticidas até à qualidade do trabalho efectuado no campo.

A introdução de primeira linha de tratamento com combinação de dose fixa de lumefantrina com artemeter, foi uma medida fundamental para o melhoramento do tratamento da malári a nivel do país. Considerando o espectro de acção do medicamento que se estende à inibição da transmissão da malaria esta intervenção esta a contribuir a redução na incidência de malária que se observa actualmente.

Apesar destes progressos a malária continuava a ser a principal causa de mortalidade pelo menos até 2008 de acordo do Inquérito sobre as Causas de Mortalidade em Moçambique. Malária foi a principal causa de morte em 2007 com 29% de todos os óbitos.