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Analytical summary - Maternal and newborn health

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A mortalidade materna foi estimada em 550 em 100.000 nados vivos em 2010 representando uma redução em relação em relação a 2003 onde foram registadas 650 mortes por 100.000 nados vivos. Em 2011 a maortalidade materna foi estimada em 408 por 100.000 nados vivos. Como se pode observar a redução da mortalidade materna tem sido muito lenta o que põem em perigo o alcance do Objectivo de Desenvolvimento do Milénio 5. .

Muitas das mortes maternas ocorrem durante ou logo depois do parto e de causas evitáveis. As estimativas feitas pelo Inquérito sobre Causas de Mortalidade em Moçambique em 2008 mostram as seguintes causas: causas directas (53.5%) e causas indirectas (46.5%). Estas cifras são comparativamente diferentes das globais, se considerarmos que no geral, as causas directas representam 80% das mortes maternas. No 45% das mortes maternas ocorreram no período pós-parto. Enquanto isso, cerca de 35% das mortes maternas aconteceram antes do momento do parto e, por seu turno, 15% das mortes maternas tiveram lugar durante o processo do aborto ou após o aborto. Os dados reflectem a importância do reconhecimento e tratamento atempado de complicações durante a gravidez, parto e no período pós-parto por um lado, e, por outro, trazem á superfície a necessidade de aumentar o aceso aos métodos de planeamento familiar para prevenir gravidezes indesejadas e de alto risco.

Em Moçambique a baixa cobertura de planeamento familiar, a desnutrição materna, malária, HIV e SIDA, anemia severa e tuberculose aumentam o risco de morte durante o parto. A alta proporção de mortes maternas por causas indirectas são um exemplo da contribuição do HIV e SIDA como factor de risco.

Moçambique tem uma das mais altas taxas de mortalidade neonatal e a sua redução tem sido lenta comparada com a mortalidade infantil e em menores de 5 anos. A mortalidade neonatal era de 49 por 1000 nados vivos em 1997 e passou para 30 em 2011 uma redução de 63% contra 106% de redução da mortalidade infantil no mesmo período. As principais causas de mortes neonatais são: sépsis bacteriana (35%), causas perinatais (10%), malária (6%), prematuridade (6%) hipoxia intra-uterina e a asfixia à nascença (6%) e pneumonia (4%).

Progresso no aumento do acesso a intervenções essenciais tais como parto assistido por profissional de saúde capacitado e cuidados obstétricos de emergência tem sido muito lento. Segundo IDS 2011, apenas 54% das mulheres entrevistadas tiveram o último parto assistido por profissional de saúde qualificado e em 2010 existia apenas 1.1 unidade sanitária com cuidados obstétricos de emergência para cada 500.000 habitantes. A cobertura para necessidades obstétricas era de 16% no mesmo período.