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VIH/SIDA

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This analytical profile on HIV/AIDS is structured as follows:

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Resumo analítico - VIH/SIDA

Moçambique está entre os países com maiores taxas de prevalência de HIV a nível mundial, estimada em 11.5% em adultos 15-49 anos em 2009 (INS, 2010). Além disso, há uma feminização da epidemia com mais mulheres (13,1%) infectadas que homens (9,2%). A expansão da pandemia aumentou drasticamente depois da assinatura dos acordos de paz em Outubro 1992, devido a mobilidade populacional. De acordo com estatísticas divulgadas por várias instituições especializadas, em 1992 o índice de prevalência de HIV situava-se nos 3,3% da população adulta (dos 15 aos 49 anos de idade).

Moçambique tem políticas apropriadas para responder a epidemia e alguns resultados palpáveis têm sido conseguidos. A resposta a epidemia tem sido coordenada através de planos estratégicos. O primeiro plano estratégico cobriu o período de 2000-2002 estava virado às actividades de prevenção coordenadas pelo MISAU. Em 2004 foi elaborado o segundo plano estratégico nacional 2004-2009 com uma abordagem multissectorial. O objectivo deste plano foi de melhorar a qualidade de vida das pessoas infectadas pelo HIV e pacientes de SIDA. Este período coincidiu com a expansão rápida do tratamento antiretroviral tendo os números passado de 7.460 em 2004 (o que representava 3% de cobertura) para 282.687 pacientes em tratamento em 2012 (54% de cobertura). O tratamento antiretroviral pediátrico não tem registado progresso significativo com nos adultos. Em 2009, 13.510 crianças estavam em TARV e este número aumentou para 25.891 crianças em Dezembro de 2011 (figura 7). A cobertura na mesma altura era de 22%. Portanto, a cobertura do TARV pediátrico é muito baixa e ela deve-se a lenta expansão de serviços quando comprados com o TARV de adultos. Actualmente 96% dos sítios com TARV de adultos tem TARV pediátrico. A cobertura global está estimada em 48%.

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Figura 7: Cumulativo de pacientes em TARV (total, adultos e crianças) 2004-2012

O programa de prevenção da transmissão vertical (PTV) iniciou em 2003 e foi rapidamente expandido para todo o país. Até 31 de Dezembro 1063 unidades sanitárias do SNS têm serviços de PTV (o que representa 76% das cerca de 1400 unidades sanitárias do serviço nacional de saúde). Como resultado da rápida expansão, 82% das mulheres grávidas tiveram acesso ao tratamento profilático em 2012, 13 pontos percentuais acima da cobertura de 2011 (79%). O número de mulheres testadas tem aumentado anualmente e em 2012 atingiu 920.515 mulheres, com uma prevalência de 10%.

O contacto heterossexual é a forma primária de transmissão do HIV sendo a transmissão vertical (CNCS, 2009), as transfusões de sangue e a utilização de drogas injectáveis contribuintes menores para a epidemia. Digno de nota é o facto de ser grande e estar a aumentar em Moçambique a diferença de género nas taxas de infecção, tendo as mulheres de 20 a 24 anos de idade uma probabilidade de ficarem infectadas com HIV quatro vezes superior à dos homens do mesmo grupo etário (INS, 2010a). Consequência desta situação são rácios mais elevados de dependência, com possíveis efeitos em agregados familiares que desviarão recursos de investimentos produtivos, acabando por abafar o crescimento económico.

Fardo de doenças (Impacto)

Compromisso nacional e acção

Áreas programáticas

Conhecimento e comportamento

Estado da vigilância

Notas de fim: fontes, métodos, abreviaturas, etc.