Trial version, Version d'essai, Versão de teste

Doenças e afecções não transmissíveis

From AHO

Jump to: navigation, search

O conteúdo em Portugês estará disponível em breve.

This analytical profile on noncommunicable diseases and conditions is structured as follows:

Contents

Resumo analítico - Doenças e afecções não transmissíveis

As Doenças Não Transmissíveis (DNTs) como doenças cardiovasculares (DCV), diabetes, doenças respiratórias crónicas (asma), cancro (de colo, mama e próstata) e trauma constituem uma importante e crescente preocupação na área de saúde pública em Moçambique.

Apenas nos últimos 10 anos é que o País começou com o registo contínuo de DNT tendo começado centralmente e depois expandido para as províncias. A disponibilidade de dados tem melhorado nos últimos tempos, mas ainda não permite uma análise temporal. Há apenas um estudo de base comunitária realizado no país que trouxe informação sobre a prevalência de algumas doenças não-transmissíveis e alguns factores de risco para as mesmas.

E embora os estudos epidemiológicos sobre doenças não transmissíveis sejam escassos em Moçambique, o perfil epidemiológico no país é semelhante ao de muitos países em desenvolvimento com uma crescente carga de DNTs.

Um estudo sobre os factores de risco cardiovascular realizado em 2005 mostra que a prevalência de hipertensão em Moçambique foi estimada em 34,9% a nível nacional, sendo maior nas cidades (40,6%) que nas zonas rurais (29,8%), e aumentando com idade. Outro estudo no mesmo período estipulou uma média de 1,7 AVCs (acidentes vasculares cerebrais) por dia na cidade de Maputo ( Damasceno A et al, 2005). Os factores de risco associados com a hipertensão foram: o índice de massa corporal e consumo de álcool. Homens e mulheres com maior índice de massa corporal e obesidade abdominal tiveram prevalência mais alta de hipertensão nas áreas urbana e rural. A prevalência de hipertensão aumentou com a frequência de consumo de álcool nas mulheres da área urbana e rural. Acesso aos serviços de saúde, especialmente ao diagnóstico de hipertensão mostrou desigualdade entre as áreas residência e por sexo. Cerca de 15,2% na área urbana e 7,9% área rural tinham informação do seu estado em relação a hipertensão entre os homens e 33,2% na área urbana e 8.9% na área rural tinham informação sobre o seu estado entre as mulheres.

Um estudo de Matos C e colegas (2010) sobre diabetes usando dados colhidos em 2005 indica que a prevalência de diabetes é de 2,9%. A diabetes foi mais frequente na área urbana (5,5%) que na área rural (2,4%), a diferença foi maior entre mulheres urbanas quando comparadas com as da área rural (4,9% vs 1,2%). Não foi encontrada diferença na prevalência por sexo. A prevalência da diabetes aumenta com a escolaridade e foi mais alta entre entrevistados com 6 ou mais anos de escolaridade. Apenas 13% dos individuos sabiam que eram diabéticos.


Fardo de doenças

Prevenção e controlo do cancro

Prevenção e controlo das doenças cardiovasculares

Prevenção controlo das doenças respiratórias crónicas

Controlo da diabetes mellitus

Saúde oral e noma

Prevenção e controlo da drepanocitose e de outras perturbações genéticas

Saúde mental

Violência e traumatismos

Saúde visual e auditiva

Incapacidade e reabilitação

Estado da vigilância

Notas de fim: fontes, métodos, abreviaturas, etc.