Trial version, Version d'essai, Versão de teste

Cobertura universal

From AHO

Jump to: navigation, search

O conteúdo em Portugês estará disponível em breve.

People expect their health systems to be equitable. The roots of health inequities lie in social conditions outside the health system’s direct control. These root causes have to be tackled through intersectoral and cross-government action. At the same time, the health sector can take significant action to advance health equity internally. The basis for this is the set of reforms that aims at moving towards universal coverage, i.e. towards universal access to health services with social health protection. Health inequities also find their roots in the way health systems exclude people, such as inequities in availability, access, quality and burden of payment, and even in the way clinical practice is conducted.

Three ways of moving towards universal coverage

The fundamental step a country can take to promote health equity is to move towards universal coverage: universal access to the full range of personal and non-personal health services required, with social health protection. The technical challenge of moving towards universal coverage is to expand coverage in three ways (see figure).:

  • The breadth of coverage – the proportion of the population that enjoys social health protection – must expand progressively to encompass the uninsured, i.e. the population groups that lack access to services and/or social protection against the financial consequences of taking up health care.
  • The depth of coverage must also grow, expanding the range of essential services that is necessary to address people’s health needs effectively, taking into account demand and expectations, and the resources society is willing and able to allocate to health. The determination of the corresponding “essential package” of benefits can play a key role here, provided the process is conducted appropriately.
  • The height of coverage, i.e. the portion of health care costs covered through pooling and prepayment mechanisms, must also rise, diminishing reliance on out-of-pocket copayment at the point of service delivery. Prepayment and pooling institutionalizes solidarity between the rich and the less well-off, and between the healthy and the sick. It lifts barriers to the uptake of services and reduces the risk that people will incur catastrophic expenses when they are sick. Finally, it provides the means to reinvest in the availability, range and quality of services.

This section of the health system profile is structured as follows:

Contents

Resumo analítico - Cobertura universal

A cobertura universal é uma meta descrita nos principais documentos orientadores do Governo de Moçambique e representa ao mesmo tempo um grande desafio pois está condicionado a cobertura do próprio SNS, o principal provedor de serviços de saúde no país.

Moçambique tem dado passos muito concretos rumo a cobertura universal em algumas das intervenções e em outras ainda há muito trabalho por fazer.

Cobertura vacinal tem registado progressos significativos como resultados dos esforços do país nesta área através do Programa Alargado de Vacinação. Em 2011, as coberturas mais altas foram observadas para a BCG (91%), Sarampo (82%), DPT (76%), e a mais baixa a de pólio (73%). Na cobertura completa com todas as vacinas não se verificou um aumento relevante, tendo sido de 64% em 2011, contra 63% em 2003, ambas estimativas resultantes do IDS (figura 6).

Figura 6 Cobertura Vacinal.png

Figura 6: Cobertura Vacinal dada em qualquer momento de crianças entre 12-23 meses de idade, 1997, 2003 e 2011

A cobertura do tratamento antiretroviral é estimada em 49% em 2011 o que representa um aumento extraordinário quando comparado com 2004 quando menos de 5% dos indivíduos elegíveis estavam a beneficiar do tratamento. A cobertura do programa de prevenção vertical também registou avanços significativos e em 2011 alcançou os 75% estando muito perto da cobertura universal.

Quanto a cobertura do parto institucional dados do sistema de informação para saúde do MISAU indicava uma cobertura de 66% em 2011, mas o IDS do mesmo ano indicava uma cobertura de 54%. Portanto, o caminho para alcançar cobertura universal neste indicador é ainda muito longo. Este quadro é contrário a cobertura de consulta pré-natal que a nível nacional está estimada em 91% de pelo menos uma consulta em 2011 (86% em 2003). Ainda na saúde reprodutiva a cobertura do planeamento familiar continua baixa e tem registado progresso muito lento. Em 2003, apenas 23% das mulheres em idade reprodutiva tinham acesso a um método moderno de planeamento familiar e esta percentagem subiu para 29% em 2011.

Na área de malária houve avanços significativos em termos de cobertura de rede mosquiteira, onde a prioridade são mulheres grávidas e crianças menores de 5 anos. Segundo o programa de malária nestes grupos, a cobertura de distribuição nestes grupos subiu de 41% em 2007 para 77% em 2010. Contudo, dados do IDS 2011 mostram que 57% dos agregados possuem pelo menos uma rede mosquiteira, tratada ou não, e 28% dos agregados tem pelo menos um MTI. A posse de redes mosquiteiras é ligeiramente superior nas áreas urbanas.

A cobertura do programa de medicamentos essenciais está descrita na secção sobre produtos médicos, mas continua a ser limitada.


Quadro organizativo da cobertura universal

Mapeamento da saúde e cobertura universal

Estratégia de financiamento da saúde no sentido da cobertura universal

Outras iniciativas no sentido da cobertura universal

Barreiras no acesso aos serviços de saúde

Notas finais: fontes, métodos, abreviaturas, etc.